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CÂMARA DE VEREADORES DE LIMOEIRO

» » Lideranças da PM continuam presas, mas negociação com o governo é retomada


folha limoeiro 21:35:00 0

Servidores continuam protesto em frente ao Palácio Campo das Princesas. Forças Armadas vão enviar reforços
O presidente da Associação de Cabos e Soldados foi preso administrativamente em flagrante quando abria a assembleia da categoria. Fotos: Nando Chiappetta/DP

Os policiais militares do estado descartaram qualquer possibilidade de greve nesta sexta-feira. Após a prisão do presidente da Associação de Cabos e Soldados, Alberisson Carlos, e do vice-presidente, Nadelson Leite, durante uma assembleia no início da tarde, na Praça do Derby, na região central do Recife, os PMs informaram que vão cumprir a determinação judicial que proíbe reuniões para deliberar sobre greves. Em protesto, a categoria saiu em passeata pela Avenida Conde da Boa Vista com destino ao Palácio Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco, e uma comissão foi recebida pela gestão. No encontro, as negociações a respeito da pauta de reivindicação da categoria foram reabertas. Ainda na noite desta sexta-feira, as Forças Armadas informaram que vão enviar reforços de aproximadamente 3,5 mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica para atuar na garantia da lei e da ordem na Região Metropolitana do Recife. A operação, intitulada Leão do Norte, começa hoje.

Alberisson Carlos e Nadelson Leite foram presos no início da assembleia da categoria que iria deliberar sobre a greve. Antes de ser preso, o presidente da entidade adiantou que não abandonará seus ideais. "Podem prender meu corpo, mas minha mente continuará livre", desabafou. Ainda ao microfone, o sindicalista pediu calma para a categoria. "Eu estou sendo preso, mas não pode haver indisciplina. Não podemos deixar que isso transforme tudo em confusão", declarou. Os dois foram encaminhados para a sede da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe).

Quando os militares decidiram fazer a passeata de protesto, o Palácio Campo das Princesas foi isolado para impedir a aproximação dos servidores. A Ponte Santa Isabel foi interditada desde o cruzamento com a Rua da Aurora. Ainda assim, uma comissão composta pelos deputados estaduais Guilherme Uchoa, Joel da Harpa e Waldemar Borges se reuniu com o secretário da Casa Militar, coronel Eduardo Pereira, para discutir a respeito das reivindicações da categoria. Ao final da reunião, o presidente da Associação dos Praças, José Roberto Vieira, foi procurado por uma oficial de justiça e recebeu uma notificação de que a multa pelo descumprimento da determinação judicial, que era de R$ 100 mil, passou a ser de R$ 500 mil.

Os policiais militares e bombeiros do estado estão trabalhando em esquema de operação padrão desde a última terça-feira. No método padrão, os policiais só podem ir às ruas se forem cumpridas todas as exigências legais, ou seja, com armamentos e coletes dentro do prazo de validade, viaturas só circulam comandadas por sargentos ou cabos e as viaturas de emergência (incluindo ambulâncias e carros de bombeiros) só podem ser guiadas por profissionais com habilitação D e curso específico de direção. A operação foi a alternativa encontrada pelos policiais militares para pressionar o Governo de Pernambuco nas negociações sobre o reajuste salarial, o Plano de Cargos e Carreiras e as mudanças no pagamento e contratação de agentes. Na pauta de reivindicação entregue ao governo na última terça, quando a categoria deflagrou operação padrão, o reajuste sugerido varia de acordo com os cargos. No caso dos soldados, que hoje recebem R$ 2.319,89 a proposta é de R$ 4.497,84, valor aproximado ao piso da categoria em Sergipe. Os coronéis, que hoje recebem R$ 13.160,95, passariam a ter um salário de R$ 22.498,82.


Policiais descartaram a possibilidade de greve e descumprimento da ordem judicial e conseguiram a reabertura das negociações.    
Policiais descartaram a possibilidade de greve e descumprimento da ordem judicial e conseguiram a reabertura das negociações.


PROIBIÇÃO JUDICIAL DE REALIZAÇÃO DE ASSEMBLEIAS
O Tribunal de Justiça de Pernambuco proibiu as associações militares do estado de realizar assembleias para deliberar sobre greves na noite da última quarta. O desembargador José Fernandes Lemos determinou que as quatro entidades que representam os policiais militares "se abstenham de realizar reunião, assembleia ou qualquer evento que tenha por objetivo reunir ou patrocinar a deflagração de greve de militares estaduais ou qualquer outro movimento que comprometa a prestação do serviço de segurança pública". O não cumprimento da decisão seria punido com multa de R$ 100 mil, além de outras sanções decorrentes de desobediência a ordem judicial. O pedido de liminar foi solicitado pela Procuradoria Geral do Estado. Essa seria a razão da prisão das lideranças sindicais.

No documento, o desembargador justificou a decisão alegando que a Constituição Federal veda a sindicalização e a greve por parte dos militares. Devido à citação e considerando as evidências do intuito de deflagração de greve por parte da categoria, a liminar foi expedida ainda na noite da quarta. O magistrado ainda salientou que a paralisação dos serviços por parte de policiais militares, a incitação a isso ou a realização de reuniões com essa finalidade configuram diversos crimes militares.

REFORÇO NA SEGURANÇA
Para garantir a segurança da população durante a iminente greve da categoria, o Governo de Pernambuco solicitou reforço para as Forças Armadas. A Marinha, o Exército e a Aeronáutica vão enviar cerca de 3,5 mil militares para garantir a ordem na Região Metropolitana. O reforço na segurança começa hoje e deve durar até o dia 19 de dezembro. O emprego das Forças Armadas foi autorizado pelo presidente da República, Michel Temer, através do Decreto 8928, de 9 de dezembro, após solicitação do governador Paulo Câmara.

Indignada com a prisão das lideranças, policiais saíram em passeata até o Palácio Campo das Princesas.             
Indignada com a prisão das lideranças, policiais saíram em passeata até o Palácio Campo das Princesas.


FONTE: Diário de Pernambuco
Leia mais:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2016/12/09/interna_vidaurbana,679333/liderancas-da-policia-militar-continuam-presas-mas-negociacao-com-o-g.shtml

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