Na lista de 83 pedidos de investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles sete ministros de Temer, o procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, por sua vez, defende-se da acusação de autorizar procuradores do Ministério Público a vazar informações à imprensa


Por Redação – de Brasília

Acaba de aumentar a lista de auxiliares de Michel Temer citados em denúncias de corrupção por delatores da Odebrecht. Dessa vez, o assessor ocupa a pasta da Defesa, que reúne as Forças Armadas do país. Raul Jungmann é acusado de levar dinheiro de caixa 2, segundo informações vazadas à mídia conservadora.
Jungmann, que ocupa o Ministério da Defesa, também é citado por delatores da Odebrecht
Na lista de 83 pedidos de investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, por sua vez, defende-se da acusação de autorizar procuradores do Ministério Público a vazar informações à imprensa. Até agora, já havia seis ministros do governo citados em crimes de corrupção. São eles:
Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil. Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência. Gilberto Kassab (PSD), das Comunicações. Bruno Araújo (PSDB), das Cidades. Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), das Relações Exteriores. E Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Tucano nordestino

Também acaba de ingressar na Lista de Janot o ex-governador de Alagoas e presidente do PSDB no Estado, Teotônio Vilela Filho. Ele havia despontado como um dos principais líderes tucanos no Nordeste. Mas, agora, é dragado pela Operação Lava Jato por, supostamente, receber R$ 2,8 milhões em propina durante seu mandato, segundo delatores da Odebrecht na Operação Lava Jato.
Vilela Filho comandou o Estado por dois mandatos consecutivos, de 2007 a 2014. O repasse, segundo os delatores, foi feito por causa da atuação de Vilela Filho em favor da empreiteira nas obras do Canal do Sertão Alagoano. Trata-se do maior projeto de infraestrutura hídrica do Estado.
O ex-governador cobrou da Odebrecht 2,25% de propina de contratos da obra, disseram à PGR executivos e ex-executivos da empreiteira que firmaram delação. O dinheiro foi repassado a Vilela Filho e a outros dois agentes públicos ligados à Secretaria de Infraestrutura do Estado, segundo os depoimentos.
Um dos delatores que trataram do assunto foi João Pacífico, ex-diretor do grupo no Nordeste. Como contrapartida, as licitações das obras do lote 4 foram direcionadas à Odebrecht, disse. Os delatores também afirmaram que o lote 3 foi direcionado à OAS.

Resposta

Procurado pela reportagem do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, o ex-governador Teotônio Vilela Filho disse, por meio de sua assessoria, que desconhece as informações apuradas e reafirma que nunca negociou favores ou autorizou quem quer que seja a negociá-los em seu nome.
A defesa de Fernando Bezerra Coelho, ex-ministro da Integração Nacional, afirmou que desconhece qualquer menção ao senador na operação realizada na terça-feira. Disse ainda que Bezerra está à disposição das autoridades para esclarecimentos.