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CÂMARA DE VEREADORES DE LIMOEIRO

» » Pernambuco reúne especialistas internacionais para articular uma nova economia de baixo carbono


folha limoeiro 20:44:00 0


De 4 a 6 de abril, no Paço Alfândega, Recife, inovadores, empreendedores e estudiosos, da Califórnia e do Brasil, vão unir ideias e conhecimentos de ponta, visando fazer acontecer um novo modelo de desenvolvimento sustentável

Conectado com os emergentes mercados sustentáveis e com a nova economia de baixo carbono, Pernambuco realiza, de 4 e 6 de abril, o pioneiro workshop “Energia Renovável e Inovações Interconectadas – Mercados Sustentáveis do Século XXI”. Durante três dias, especialistas, inovadores, empreendedores e gestores públicos do Brasil e dos Estados Unidos irão discutir e indicar caminhos para fazer acontecer em larga escala uma economia interconectada e inclusiva, e fomentar novas cadeias produtivas carbono neutro.

A iniciativa é uma parceria do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), e do Consulado dos Estados Unidos no Recife, com a participação do Governo da Califórnia. O encontro acontece no Recife Antigo, bairro que abriga o maior polo de tecnologia, cultura e inovação do Estado. Além de palestras, oficinas de inovações e rodadas de negócios, também haverá uma exposição de soluções inovadoras, onde serão apresentados: o primeiro veículo elétrico a ser produzido em Pernambuco (Serttel) e o primeiro ônibus elétrico a ser testado em Fernando de Noronha (BYD).

A abertura do workshop aconteceu na manhã desta terça-feira (04), às 9h,  pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara; pelo Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado, Sérgio Xavier; pelo Cônsul Geral dos Estados Unidos para o Nordeste; Richard Reiter, e pelo prefeito do Recife, Geraldo Julio. Esta é a primeira vez que empresas, públicas e privadas, nacionais e internacionais, especialistas em soluções sustentáveis e conectadas com as novas demandas do mercado mundial, se unem para debater de forma sistêmica a economia do baixo carbono e traçar soluções locais que possam ser replicadas para o mercado global.

Entre as principais instituições e empresas confirmadas estão: Tesla, Bloomberg New Energy Finance, SolarCity, Boeing, GM, Enel Brasil, Baterias Moura, Eletrobras, Universidade da Califórnia – Los  Angeles - UCLA, Renewables 100 Policy Institute, 8minutenergy Renewables, California Energy Commissioner, Celpe, Compesa, Gol, Neoenergia, NREL – Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos, Serttel e Porto Digital.

Para chegar até os nomes das empresas e palestrantes convidados foi realizada uma consultoria internacional, que apontou organizações que podem contribuir com soluções imediatas para um novo mundo sustentável. “Trabalhamos para posicionar Pernambuco sempre adiante na construção da emergente economia de baixo carbono. Estamos avançando não apenas como um Estado gerador de energia limpa: eólica, solar, hidráulica e de biocombustíveis, mas também como polo produtivo de equipamentos, tecnologias e conhecimentos em energias renováveis”, destaca o governador Paulo Câmara.

Pernambuco tem um potencial bruto de 1.000 GW (gigawatts) de energia eólica e cerca de 5.200 GW de energia solar. Para se ter uma ideia da grandiosidade deste potencial, vale dizer que a soma de todas as fontes de energia elétrica instaladas hoje no Brasil totalizam cerca de 148 GW.

Além do relevante parque gerador de energia dos ventos, que já ultrapassa 15% da capacidade total de produção de energia local, o Estado já possui o mais completo polo de fabricação de equipamentos para usinas eólicas do Brasil, instalado no Complexo Industrial Portuário de Suape, com grande capacidade logística.  Em 2013, com o Programa PE Sustentável o governo realizou o primeiro leilão de energia solar do Brasil, de 92 MW (megawatts). Como resultado, já foi inaugurado em Tacaratu (2015), o primeiro parque híbrido do País, empreendimento da Enel Green Power, com planta solar de 10 MW, integrada com planta eólica de 80 MW.  Juntas, são capazes de abastecer 250 mil residências. Outras plantas eólicas e fotovoltaicas estão em instalação em diversos pontos do Estado, além de uma fábrica de painéis solares.

Simultaneamente ao workshop, será realizada uma Exposição de Produtos e Serviços ligados aos 7 eixos definidos pelo Planejamento Estratégico da Semas, como plataformas para impulsionar um modelo de desenvolvimento sustentável e fomentar uma nova economia de baixa emissão de gases que provocam o aquecimento global: 1) Energias Renováveis e Ecoeficiência; 2) Mobilidade Elétrica e Apps de Compartilhamento; 3) Economia Circular e Reciclagem; 4) Uso do Solo, Conservação de água e Eficiência Hídrica; 5) Bioarquitetura e Urbanismo Verde; 6) Educação Ambiental e Profissionalização para Sustentabilidade e 7) Gestão Sistêmica com Tecnologias Digitais (Internet das Coisas e Inteligência Artificial).

“Queremos fazer crescer a economia no rumo limpo, gerar empregos, reduzir desigualdades e, simultaneamente, construir processos produtivos inovadores, com visão de futuro sustentável. Fernando de Noronha será um dos laboratórios vivos dessa inovação colaborativa”, destaca o secretário Sérgio Xavier, coordenador do Comitê de Inovação e Incentivo à Economia de Baixo Carbono, criado pelo governador Paulo Câmara para articular esse processo e atrair parceiros e investimentos nacionais e internacionais.    

O cônsul Richard Reiter enfatiza que “especialistas americanos e brasileiros irão trabalhar juntos para construir um plano de ação que transformará Fernando de Noronha em uma ilha que gera 100% de sua energia proveniente de tecnologias renováveis ​​e de baixa emissão de carbono. Isto significa que a beleza natural da ilha será protegida e que o projeto servirá como modelo de tecnologia limpa que poderá ser usado em todo o mundo”.

PERNAMBUCO  INOVADOR

O diferencial de Pernambuco para sediar essa primeira oficina internacional é resultado de pioneirismos conquistados pelo Estado na economia de baixo carbono e nas políticas para reduzir o aquecimento global. A Semas elaborou o primeiro Plano de Mudanças Climáticas do Brasil em 2011 e o Governo do Estado vem priorizando políticas de incentivo à energia eólica e solar e já atraiu vários projetos inovadores, como a primeira usina híbrida do Brasil, implantada em Tacaratu, fruto do pioneiro leilão de energia solar realizado em 2013. 

Pernambuco também desenvolve o Programa Noronha Carbono Zero, que visa implantar no arquipélago de Fernando de Noronha um polo de inovações e demonstrações de tecnológicas sustentáveis, para tornar a ilha o primeiro território brasileiro a compensar plenamente as emissões de gases de efeito estufa e servir de modelo a ser replicado em larga escala em outras localidades. Lançado em 2013, com uma rede de parceiros como a Celpe, do grupo Neoenergia, o programa já reduziu 12% das emissões, com a implantação de duas usinas solares e outras ações de eficiência energética e tratamento de resíduos. O workshop apresentará soluções para a ilha atingir 100% de energia renovável, substituindo os combustíveis fósseis. Um dos painéis mostrará experiências com energia solar no arquipélago americano do Havaí.

Pernambuco foi o primeiro estado do Brasil a implantar um sistema de compartilhamento de veículos elétricos, em 2013,  numa parceria da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, a Serttel, o Porto Digital e a Prefeitura do Recife.  A fase de estudos e testes foi concluída e agora começa nova etapa de articulação de parcerias para viabilizar um sistema de maior escala, envolvendo fabricantes de veículos elétricos, geradores de energia renovável, sistemas de conexão de serviços urbanos em rede, aplicativos, etc. Esta é uma das pautas deste Workshop Internacional.

Outra inovação pernambucana, neste campo, é o aplicativo de compartilhamento de veículos oficiais, o App GovMobi, pioneiro no Brasil,  parceria da Semas com a Serttel, que em 2016 viabilizou a redução de 41% de combustíveis e emissões de gases estufa e ainda otimizou o uso e reduziu o numero de veículos da frota.

COMO FAZER UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL?

Sérgio Xavier acredita que a estratégia para fazer acontecer na vida real um desenvolvimento efetivamente sustentável, além de oferecer incentivos e exigir compromissos verdes das 7 cadeias produtivas básicas (Energia, Mobilidade, Água, Reciclagem, Educação, Arquitetura e Gestão Sistêmica), requer também ações  interconectadas de 5 bases da sociedade:   Cidadania (sociedade exigindo uma economia baseada em produtos  saudáveis e ecológicos); Políticas Públicas (governos inovadores); Empreendedorismo (ações empresarias disruptivas);  Conhecimento (pesquisas e referências científicas para guiar as politicas e a economia) e arte (artistas inspirando mudanças de percepção e atitudes). O secretário ressalta que esta visão está sendo considerada em todas as ações e projetos da Semas e ampla rede de parceiros. Cita como exemplo prático desses conceitos colaborativos o Movimento uPlanet, iniciativa da Semas com o Coworking SinsPire, lançado em novembro passado, com quatro dias de ações nas ruas do Recife, reunindo artistas, empreendedores, gestores públicos, ativistas e pesquisadores pernambucanos e californianos ( goo.gl/nTQSVE ).

“A Plataforma  uPlanet, que engloba um Festival, uma Revista e um aplicativo (a ser lançado em breve)  é uma rede colaborativa de soluções inovadoras que tem como objetivo conectar lideranças criativas, movimentos, empresas, governos, artistas e fontes de conhecimento para discutir, formular e apresentar soluções disruptivas que contribuam para uma economia inclusiva e sustentável”, explica Luciana Nunes, curadora do uPlanet e diretora do SisnsPire.

Todas essas iniciativas estão sintonizadas com o Acordo de Paris (COP21), que motivou a criação, com o decreto do governador Paulo Câmara, do Comitê de Inovação e Incentivo à Economia de Baixo Carbono (CIIEBC), cuja missão é implantar polos de novos negócios sustentáveis em Pernambuco, iniciando por Recife e Fernando de Noronha. Composto por 13 órgãos governamentais, e coordenado pela Semas, o comitê visa estimular a atração de negócios inovadores e não poluentes para o Estado. “A ideia é atrair investimentos e ideias de ponta, fomentando a integração de parceiros privados, públicos e do terceiro setor, do Brasil e do exterior, para desenvolver um novo modelo de negócios, como soluções descentralizadas de reuso de água, microgeração de energia solar, mobilidade elétrica compartilhada e retrofits para prédios antigos, por exemplo”, explica o secretário Sérgio Xavier, coordenador do Comitê. No CIIEBC, cada secretaria atua na sua respectiva área, mas de forma integrada, observando os propósitos do Plano de Ação.

O patrocínio é da Baterias Moura, Blue Sun, Casa dos Ventos, Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), Companhia Pernambucana de Saneamento e Abastecimento (Compesa), Empresa de Distribuição de Energia (Enel), a Eletrobras, Serttel e Governo Federal.

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