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» » Empregabilidade no setor da cana pode reduzir crimes no interior





Prefeitos, deputados e empresários apoiam projeto de empregabilidade no setor sucroalcooleiro para contribuir na redução da criminalidade no interior de Pernambuco e de mais cinco estados da região Nordeste 


Nesta segunda-feira (2), prefeitos da Mata Norte, como os de Vicência e Macaparana, e os deputados estaduais da região, a exemplo de Aloísio Lessa, Henrique Queiroz e Antônio Moraes, participaram na Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) da apresentação de um projeto do setor canavieiro onde defende a redução da criminalidade através da criação de postos de trabalho via a retomada dos patamares da produção da cana e produtividades das usinas. O secretário estadual de Agricultura, Wellington Batista, também participou, juntamente com o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e Álcool do Estado (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha.  

"O governador Paulo Camara deve nos receber esta semana ou a outra para tratarmos do assunto", contou Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP, durante o encontro com essas lideranças políticas. Participou também o presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado (Sindicape), Gerson Carneiro Leão, e o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), José Inácio. Na ocasião, foi revelado que em breve, a Unida e todas as suas associações filiadas nos estados do NE, como a AFCP e o Sindicape, tratarão do tema com o ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann. As entidades pedirão a audiência. 

"O projeto exposto, batizado de Renovar, objetiva formular uma Parceria Pública e Privada com o governos estaduais do Nordeste a partir dos recursos oriundos da União para combaterem a criminalidade no campo através da redução de outra problemática social que é a desocupação", falou Gregório Maranhão, consultor responsável pelo projeto. Como a cadeia produtiva da cana demanda uma grande quantidade de mão de obra, ele mostrou que o investimento de R$ 90 milhões na recuperação dos canaviais, oportunizará a criação de 60 mil empregos por ano, ao longo de três anos, em toda área da zona canavieira do Nordeste, que contempla cinco estados, que vai do Rio Grande do Norte até a Bahia.   

O projeto visa recuperar 300 mil hectares de canaviais do NE, de modo a contribuir na retomada da produção de 60 milhões de toneladas de cana na região. Os números dos últimos anos não atingiram 40 milhões por safra. Com essa retomada, as usinas também voltaria a operar com toda sua potencialidade e seria outra porta relevante de mais empregos. Hoje, por exemplo, as usinas de açúcar e etanol em PE tem capacidade ociosa de mais de 5 milhões de toneladas. Moem 11,5 milhões de cana por safra diante do déficit da matéria-prima nos últimos anos, marcados por cinco anos de seca, quando estão prontas para esmagar 17 milhões. 

Gregório demonstrou que a partir da renovação dos canaviais de PE e dos demais estados envolvidos, serão criados milhares de empregos no campo e usinas sucroalcooleiras – condições importantes para contribuir na redução da criminalidade  da região, com  repercussões também na Região Metropolitana das capitais. O consultor realçou que montante a ser investimento pelo Poder Público para a implementação do Renovar é baixo ao considerar os benefícios sociais que oportunizará através da elevação dos índices de empregabilidade e sendo esse parâmetro ainda como um fator fundamental na melhoria da própria Segurança Pública. Além disso, o governo federal deve ao setor canavieiro do NE cerca de R$ 180 milhões a título de subvenção econômica da lei 12.999/2014.

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