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» » Nova unidade da Funase recebe visita de representante da ONU

Case Cabo II, que terá 72 vagas para adolescentes do sexo masculino, foi inspecionado pelo uruguaio Luis Ernesto Pedernera

O Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Cabo II, que deve entrar em operação nos próximos 40 dias, foi inspecionado na tarde desta terça-feira (10) pelo uruguaio Luis Ernesto Pedernera Reyna, membro do Comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos da Criança. A unidade será administrada pela Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) e representa o novo modelo que o Estado de Pernambuco está adotando para os centros de internação, com espaços mais compactos, acessíveis e compostos por menos vagas por alojamento. A iniciativa respeita diretrizes do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), maior marco legal do setor junto com o Estatuto da Criança e do Adolescente.


Na ocasião, Pedernera destacou que as recomendações internacionais indicam a internação de adolescentes e jovens como última opção e que, para isso, é importante que o Estado brasileiro invista no cumprimento de medidas em meio aberto. “Para nós, o mais importante no sistema socioeducativo é a possibilidade de trabalhar na perspectiva da abertura para a comunidade”, destacou, acrescentando que, em Pernambuco, os representantes são interessados na melhoria do atendimento aos socioeducandos. “Encontrei uma diretora alinhada e preocupada com a proposta. Estamos aqui com um olhar externo para superar as situações e buscar que os direitos da criança e do adolescente em Pernambuco e no Brasil avancem”, complementou.

O secretário de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Cloves Benevides, titular da pasta à qual a Funase é ligada, ressaltou que as impressões deixadas pelo representante da ONU durante a visita convergem com os anseios do Estado. “As contribuições que ele traz são absolutamente necessárias. Ele reconhece o papel da sociedade, reconhece que a Justiça e o Ministério Público têm responsabilidades também na construção desse sistema e afirma que há uma boa vontade do Estado, quando constrói três unidades novas, quando melhora e humaniza os ambientes”, avaliou.


No mesmo sentido, a presidente da Funase, Nadja Alencar, enfatizou que o papel da instituição é criar e manter ambientes em que sejam garantidas todas as atividades inerentes à socioeducação. “Abrir novas vagas e criar espaços como o Case Cabo II, além de acabar com a superlotação em outras unidades, é dar condições de trabalho para os agentes socioeducativos, para as equipes técnicas e demais operadores e, sobretudo, atender bem os adolescentes, que contam com um ambiente agradável, com diversas atividades, para o tempo em que tiverem de cumprir a medida”, afirmou.

Juntamente com o Case Cabo II, que terá capacidade para 72 adolescentes, estão sendo construídos os Cases Jaboatão II e Recife, cada um com 90 vagas e com entrega prevista para até o fim deste ano. Juntas, as unidades devem receber 252 socioeducandos do sexo masculino, acabando com o déficit de vagas no sistema. A Funase atende 1.377 adolescentes e jovens com idades entre 12 e 18 anos e, excepcionalmente, até os 21 anos.

VISITA INTERNACIONAL – Além do Case Cabo II, o representante da ONU visitou, na segunda-feira (9), os Cases Caruaru, no Agreste do Estado, e Santa Luzia, no Recife. A agenda ainda incluiu uma capacitação na área de prevenção e combate à tortura para cerca de 40 agentes socioeducativos.

Imagens: Valter Andrade/SDSCJ

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