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O ataque será em conjunto com a França e Reino Unido

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (13) que o país vai atacar estabelecimentos de armas químicas na Síria, em resposta ao suposto ataque químico do dia 7 de abril na cidade Duma. O ataque será em conjunto com a França e Reino Unido. A expectativa fica agora por conta da reação da Rússia, que promete defender os sírios. O anúncio foi feito em rede nacional na noite desta sexta.EXPERIMENTE 
“Ordenei as forças armadas dos Estados Unidos a lançar ataques precisos em alvos associados com estabelecimentos de armas químicas do ditador sírio Bashar al-Assad”, disse Trump. “Assad implantou de modo significativo o de armas químicas de modo muito terrível", completou. "O uso de armas químicas pela Síria denota crimes monstruosos de Assad. Hoje, os EUA, a Grã-Bretanha e a França vão juntos utilizar o poder justo contra a barbárie e a brutalidade de Assad." 
 A autorização dos ataques ocorre uma semana após relatos de ONGs da Síria de um ataque químico a civis na cidade de Douma, reduto rebelde próximo de Damasco. Ao menos 70 pessoas teriam morrido na ação, que é negada pelo presidente Assad. 
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 Trump também pediu ao Irã e à Rússia que deixem de apoiar um regime que causa "assassinato em massa de homens, mulheres e crianças inocentes". Teerã e Moscou são os dois maiores apoiadores do governo Assad. 
 O presidente americano ressaltou ainda que os ataques ocorrerão "até que o regime sírio deixe de utilizar armas químicas contra civis". "Sustentaremos esta ação tanto quanto for necessário", disse.
Segundo Trump, os alvos são áreas associadas ao arsenal de agentes tóxicos de Damasco. “O objetivo é estabelecer um forte impedimento à produção, disseminação e uso de armas químicas.”  Ele disse que os EUA estão preparados para sustentar a pressão contra o ditador sírio até cessar o que ele chama de padrão criminoso de matar sua própria população com armas químicas proibidas em todo o mundo. 
 “Estas não são as ações de um homem. São crimes de um monstro”, disse, e criticou Rússia e Irã. “Pergunto, que tipo de nação quer ser associada com o assassinato em massa de homens, mulheres e crianças inocentes.” 
 Na sequência do pronunciamento na Casa Branca, a primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que o ataque não é uma intervenção para derrubar Assad, mas para limitar a capacidade dele de usar armas químicas. 
 “Fiz isso porque considero que esta ação será no interesse nacional britânico. Nós não podemos permitir que o uso de armas químicas se torne normal —na Síria, nas ruas do Reino Unido ou em qualquer lugar do mundo.”
No Twitter
O ataque já estava sendo planejado pelo presidente americano. domingo (8), no Twitter, ele afirmou que Rússia e Irã eram responsáveis por apoiar o “animal”Bashar Assad e que haveria um “grande preço” a pagar. Já na quarta-feira (11), o presidente dos EUA twitou: “Prepare-se, Russia, porque eles [mísseis] estão vindo, bonitos, novos e inteligentes”.
A resposta ao presidente sírio marca a segunda vez no ano que Trump usou forças militares contra Assad, que, de acordo com oficiais norte-americanos, continua a testar a paciência do Ocidente em aceitar ataques químicos. 





 A ação segue as repetidas ameaças militares de Trump após um ataque com armas químicas que matou civis nas cidades nos arredores de Damasco. 
 A operação levanta preocupações de alguns oficiais do Pentágono, que se preocupam com o fato de que o ataque possa levar os Estados Unidos a um conflito perigoso com a Rússia, atual aliada de Assad. 
 Tanto a Síria quanto a Rússia negaram envolvimento no ataque com armas químicas, que, segundo o Ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov, foram encenados.
O episódio é o capítulo mais recente do conflito na Síria, que já matou mais de meio milhão de pessoas e que arrastou os poderes mundiais desde o levante popular em 2011. 
Críticas
O embaixador da Rússia na Organização das Nações Unidas, Vassily Nebenzia, afirmou nesta sexta-feira (13) que os Estados Unidos parecem ter adotado uma política de "lançar um cenário militar contra a Síria". Segundo a autoridade, Moscou continua a observar preparativos militares "perigosos". 
 Durante reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU, Nebenzia disse que a "retórica belicosa" dos EUA aparece em todos os níveis, "inclusive nos mais altos". Segundo ele, isso "não pode ser tolerado", diante das "graves repercussões para a segurança global", especialmente com tropas russas presentes na Síria.
Fonte:Gazeta do Povo
Leia mais:http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/trump-anuncia-ataque-contra-a-siria-79mt289no57yv154utljj9j3a?utm_source=gazeta-do-povo&utm_medium=box-lista&utm_campaign=mais-quente-dia

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